Institucional

Lexus: uma história de 24 anos de sucesso

Referência no mercado automotivo de luxo, a marca chega ao seu 24º ano de vida em 2012.

"Podemos criar um carro de luxo que possa desafiar os melhores automóveis do mercado?". Foi com essa pergunta que a Lexus começou a ser concebida, em 1983. Cinco anos depois, em 1988, a marca e o logo foram apresentados pela primeira vez ao público no Salão do Automóvel de Los Angeles. No ano seguinte, os primeiros modelos Lexus, o LS 400 e o ES 250, foram oficialmente lançados nos salões de Los Angeles e Detroit.

Sucesso absoluto nos Estados Unidos, a Lexus tornou-se rapidamente uma das marcas de veículos de luxo mais vendidas naquele país, mantendo a liderança em vendas entre 1999 e 2010. Em 24 anos de história, a marca estabeleceu um novo padrão de qualidade e conforto, nunca antes atingido no mercado de luxo. A Lexus se destaca pela sua liderança em inovação tecnológica, pelo design refinado, pela qualidade artesanal do acabamento de seus carros e pelo excepcional nível de serviço oferecido aos seus clientes.

Mais que um slogan, a busca pela perfeição é uma realidade constante para a Lexus, e isso pode ser visto em cada detalhe de seus carros. Os engenheiros da Lexus utilizam aparelhos de tomografia para analisar motores e detectar e corrigir qualquer imprefeição encontrada. O acabamento dos automóveis é realizado e inspecionado de forma artesanal por mestres em qualidade que passam por treinamentos e reciclagens constantes. Uma única peça de madeira é utilizada para a confecção de todo o acabamento de um mesmo carro, para garantir que cada veículo da marca seja uniforme visualmente e, ao mesmo tempo, único.

A Lexus busca também a perfeição na segurança de seus veículos. Os bonecos utilizados em testes de colisão geralmente possuem cerca de 120 sensores para coleta de dados. Já os utilizados pela Lexus possuem dois milhões desses sensores, permitindo que os engenheiros tenham em mãos uma quantidade formidável de dados para avaliar os efeitos dos mais diversos testes de colisão e proporcionar o máximo de segurança aos ocupantes de um carro da marca. A Lexus também desenvolveu o maior simulador automotivo do mundo, onde se pode avaliar, em um ambiente realista, porém controlado, as reações de motoristas comuns em diversas situações de riscos para garantir a mais prefeita interação possível entre o ser humano e o veículo.

Esses são apenas alguns exemplos da filosofia que guia a Lexus a oferecer aos clientes os melhores produtos em seus segmentos. Desde seu nascimento, a Lexus sempre buscou nada menos que a perfeição.

O começo

A Toyota não possuía em sua linha de produtos americanos uma alternativa capaz de suprir a crescente demanda por veículos de luxo que surgiu naquele país no início dos anos 80. "Nós precisamos de algo maior, e precisamos disso hoje", resumiu, com precisão, Norman Lean, um dos vice-presidentes da empresa na ocasião.

Lean estava falando por um número crescente de executivos da montadora japonesa nos Estados Unidos. Yukiyasu Togo, presidente e CEO da divisão americana da empresa, se tornou o principal defensor dessa bandeira. Togo não poupou esforços para levar a ideia adiante. Uma série de negociações entre a filial americana e a matriz culminou em uma reunião ultrassecreta, realizada no Japão em 1983, envolvendo diversos gerentes, estrategistas e engenheiros. Eiji Toyoda, então presidente da Toyota, perguntou se a companhia era capaz de criar um automóvel de luxo capaz de enfrentar os melhores do mercado. Togo pediu a palavra e, com firmeza e convicção, disse que aquele era o momento para a construção de um carro que seria melhor que os melhores do mundo. Foi a senha para o início do projeto que culminaria na criação da Lexus.

A concepção

Um comitê formado por 15 pessoas foi criado para conduzir o projeto que ficou conhecido como "Circle F". Lançado em sigilo absoluto, nem mesmo executivos do alto escalão foram informados sobre o Circle F.

Com esse objetivo de compreender o mercado de luxo americano, uma equipe formada por 20 designers e engenheiros japoneses se mudou para os Estados Unidos. Mais especificamente, para Laguna Beach, cidade costeira a cerca de uma hora de Los Angeles e um dos principais refúgios das famílias ricas americanas.

O grupo de designers e engenheiros mergulhou de cabeça no American way of life. Como americanos de classe alta, foram a Shopping Centers sofisticados, clubes de golf e boutiques, sempre observando e absorvendo o comportamento dos frequentadores. Dessas observações começaram a nascer os conceitos que delimitariam o estilo Lexus.

Além da pesquisa de campo no sul da Califórnia, diversos outros grupos de estudo foram conduzidos em cidades como Nova York, Miami, Houston, Denver e São Francisco. Com muita informação reunida, os primeiros protótipos começaram a ser desenhados, primeiro em escala 1:5 e depois em tamanho real. Um novo carro começava a nascer.

O primeiro carro

Por definição, o desenvolvimento de um carro é um exercício de sacrifício. Um motor grande se traduz em um motor barulhento, um veículo veloz também é um veículo ineficiente, um carro silencioso significa um carro pesado e um carro estável em alta velocidades acaba sendo um carro aerodinamicamente ineficaz. Ichiro Suzuki, engenheiro-chefe do "Circle F", porém, não estava disposto a fazer nenhuma concessão.

Suzuki desejava um carro que pudesse atingir 250 km/h, enquanto a velocidade máxima dos concorrentes era de 210 km/h. Que fizesse 9,5 km/l enquanto a marca dos concorrentes era de 8,5 km/l. Que tivesse um coeficiente de arrasto, medida utilizada para medir a eficiência aerodinâmica de um carro, entre 0.28 e 0.29, enquanto o dos principais concorrentes era de 0.32. O nível de ruído a 95 km/h deveria ser de 58 decibéis, enquanto os veículos da concorrência superavam os 60 decibéis nesta velocidade. O automóvel da visão de Suzuki deveria superar os da concorrência em cada indicador de performance aferido.

A equipe envolvida no desenvolvimento do "Circle F" conseguiu atingir cada uma das metas de desempenho traçadas por Suzuki. O carro, já batizado de Lexus LS 400 estava pronto para fazer sua grande estreia, que aconteceu no Salão de Los Angeles de 1989. Na ocasião, a marca apresentou outro modelo, o Lexus ES 250, também fruto do projeto "Circle F". As vendas dos dois automóveis começaram em setembro daquele ano. Em apenas quatro meses, 16.302 unidades foram vendidas.

Omotenashi

Omotenashi é uma palavra japonesa que significa "hospitalidade". Essa era, e ainda é, a palavra de ordem da Lexus para sua rede de concessionárias. Não bastava para a Lexus ter um carro melhor que os de seus concorrentes. A marca também queria triunfar onde as deficiências de seus rivais eram mais visíveis: o serviço.

O conceito de serviço da Lexus vai muito além do atendimento nas oficinas oficiais. Por muitos anos, os proprietários de veículos de luxo tinham que "sofrer pela marca", como dizia o jargão da indústria automotiva. Atitudes esnobes por parte de vendedores e gerentes eram o padrão do mercado de luxo. A Lexus, porém, estava determinada a ser diferente. Em uma concessionária Lexus, os clientes seriam sempre tratados como convidados de honra. E os funcionários não mediriam esforços para resolver qualquer problema que o cliente tivesse, fosse ele mecânico ou não. E assim é até hoje, em qualquer concessionária Lexus.

Origem do nome

Nascida como uma divisão de luxo da Toyota, preservando o DNA de qualidade, confiabilidade e durabilidade da montadora japonesa, a nova marca deveria crescer de forma independente, adquirindo uma identidade própria. Com o lançamento iminente, era chegada a hora de escolher um nome para a grife.

A Lippincott & Margulies, uma consultoria de imagem de Nova York, foi contratada para auxiliar nesse processo. A companhia apresentou uma lista com 219 opções de nomes como Vectre, Verone, Chaparel, Calibre e Alexis. Alexis rapidamente se tornou a opção preferida de todos. Durante uma reunião, no entanto, George Borst, então gerente de Marketing Corporativo, levantou uma questão importante. Alexis era o nome de uma polêmica personagem da novela "Dynasty", que fazia muito sucesso na televisão americana na época. Nesta mesma reunião, o gerente de Projetos John French rabiscava em seu bloco de notas quando eliminou a letra "A", chegando a "Lexis". Em um rápido processo de brainstorm, o "I" foi trocado por um "U", chegando finalmente a Lexus. O nome agradou ao grupo de imediato por remeter tanto ao luxo como à alta tecnologia. Assim, nascia uma nova marca de luxo, que em pouco tempo conquistaria a liderança de seu segmento.